Alguém, como eu, odeia a expressão ‘marcar presença’, que o léxico jornalisto parece ter acolhido como a iguaria mais requintada da gastronomia noticiosa?
Pois eu odeio!
Ao googlar ‘marcou presença’, catapultam-se-me não menos de 11 milhões de resultados para o ecrã. Desde o jodador da bola que o site do Record afirma não ter ‘marcado presença’ no treino do V. Setúbal; a empresas que ‘marcaram presença’ em conferências luso-brasileiras; alguém que ‘marcou presença’ na abertura oficial do ano letivo; ainda outros que ‘marcam presença’ na moda lisboa…enfim…o que não falta por aí é marcadores de presenças.
Ora, as pessoas VÃO aos sítios, ESTÃO nos sítios, por absurdo até podem ser uma PRESENÇA num evento, vá lá, mas o que é isto do ‘marcar presença’?!? Que marca é que uma presença deixa?
Manuel Alegre, assistiu ao segundo dia do congresso socialista e, na ocasião exata da apoteose ao discurso de António José Seguro, borrou-se pelas pernas abaixo, marcando desta forma a sua presença, no assento 32 da fila J do hemiciclo.
Tudo bem, se um jornalista escrevesse isto desta forma, aí sim, tinha a minha benção, mas o laxismo abusivo de tanta marcação de presença do jornalismo actual, vão-me desculpar mas não concordo. Senhores jornalistas, marquem por favor, a presença da minha opinião nas mentes de V.Exas nas próximas peças que escreverem.
Sem comentários:
Enviar um comentário